"Complexo Calabote"??
O que é o "Complexo Calabote"?
Curto e grosso é Generalização.
"Complexo Calabote" é a paranoia social (uma disfunção do modo como nos relacionamos com os que nos rodeiam) na qual se procede a distorção da realidade e a transformação do particular em geral; de casos específicos e perfeitamente identificados na (EM) norma aceite como realidade.
"Complexo Calabote" é o que faz com que o Pinto da Costa seja capaz de "Tudo" para que o Porto ganhe. "Tudo" em todos os jogos, todos os meses, ano após ano. Segundo ele "enquanto fomos anjinhos não ganhávamos nada". Ele esteve em Torres em 59 e julga-se justificado nas suas acções = Complexo Calabote.
Para não cair se deixar em patologias semelhantes é necessário compreender:
- Desmistificar o Complexo Calabote é o primeiro passo para a reconstrução do nosso clube, do orgulho dos nossos adeptos e da caminhada das Conquistas. É verdade que quando estávamos, parola e paranoica-mente, em busca de lugares na Liga; já tinham os "Donos" e corruptores do "Sistema" identificado e assegurado os lugares nos Tribunais.
- Desmistificar o Complexo Calabote significa acreditar que o que se passou no passado não é exactamente aquilo que ocorrerá no futuro.
- Desmistificar o Complexo Calabote significa apostar na profissionalização e competência em todas as áreas do clube. Significa não ver inimigos invisíveis. Significa procurar sempre melhores jogadores, ter melhores planteis e apresentar bom futebol continuada e crescente-mente.
Tuesday, 3 April 2012
Thursday, 4 December 2008
Eça de Querós - Farpa (1871)
There are four political parties in Portugal: the Historical Party, the Regenerating Party, the Reformist Party and the Constitutional Party. There are, of course, others, more anonymous, only known to a few families. The four official parties, with newspapers and headquarters, are in perpetual and irreconcilable antagonism, always fighting amongst themselves in their leading articles. They have tried to restore peace, to unify. Impossible! The only thing they have in common is the ground of the Chiado, on which they all tread, and the Arcade which shelters them...All four are Catholic. All four are centralizing. All four have the same yearning for order. All four want progress and cite the case of Belgium ...
The conflagration is immense.
MAIO DE 1871
Há em Portugal quatro partidos: o partido histórico, o regenerador, o reformista e o constituinte.
(…)
Os quatro partidos oficiais, com jornal e porta para a rua, vivem num perpétuo antagonismo: São irreconciliáveis. Do fundo dos seus artigos de jornal, latem perpetuamente uns contra os outros.
Quais são as irritadas divergências de princípios, que separam estas opiniões? Vejamos:
O partido regenerador é constitucional, monárquico, intimamente monárquico, e lembra nos seus jornais que é necessária a economia.
O partido histórico é constitucional, bastante monárquico e prova irrefutavelmente que é assaz aproveitável a ideia da economia.
O partido constituinte é constitucional e monárquico e dá subida atenção à economia.
O partido reformista é monárquico, é constitucional e é doidinho pela economia.
Todos quatro são católicos.
Todos quatro são centralizadores.
Todos quatro têm o mesmo afecto à ordem.
Todos quatro querem o progresso, e citam a Bélgica.
Todos quatro estimam a liberdade.
Quais são então as desinteligências? Profundas! Assim, por exemplo, a ideia de liberdade entendem-na de diversos modos.
O partido histórico diz gravemente que é preciso respeitar as liberdades públicas.
O partido regenerador nega, nega com divergência resoluta, e prova com abundância de argumentos que o que se deve respeitar são – as públicas liberdades!
A conflagração é manifesta!
Na sua acção governamental as dissensões são perpétuas.
Assim o partido histórico propõe um imposto: porque, não há remédio, é necessário pagar a religião, o exército, a centralização, a lista civil, a diplomacia… - propõe um imposto.
- Caminhamos para uma ruína! Exclama o presidente do conselho – o deficit cresce! O país está pobre! A única maneira de nos salvarmos é o imposto que temos a honra , etc…
Mas então o partido regenerador, por exemplo, que está na oposição, brame de desespero, (…)
- Como assim! Exclamam todos, mais impostos!?
E então contra os impostos escrevem-se artigos, elaboram-se discursos, conspira-se; rodam as carruagens de aluguel, levando, a 300 reis por corrida, inimigos dos impostos. Prepara-se o cheque ao ministério histórico, vem a votação…zás! Cai o ministério histórico.
E ao outro dia, o partido regenerador no poder, triunfante, ocupa as cadeiras de S. Bento. Esta mudança alterou tudo: os fundos desceram, as transacções suspenderam-se; os comboios cruzam-se cheios de autoridades demitidas, o crédito diminui, a opinião descreu mais, a fé pública dissolveu-se mais – mas finalmente caiu aquele ministério desorganizado que concebera o imposto, e está tudo confiado, esperando.
Abre-se a sessão parlamentar: o novo ministro regenerador vai falar.
(…)
- Tem a palavra o novo presidente do conselho
- O novo presidente: Um ministério nefasto (apoiado, apoiado! Exclama a maioria histórica da véspera) caiu perante a reprovação do país inteiro. Porque senhor presidente, o país está desorganizado, é necessário restaurar o crédito. E a única maneira de nos salvarmos…
Murmúrios. Vozes: Ouçam! Ouçam!
“… É por isso que eu peço que entre já em discussão…(atenção ávida: sente-se palpitar debaixo dos fraques o coração da maioria…) que entre em discussão – o imposto que temos a honra, etc.” (apoiado!apoiado!)
E nessa noite reúne-se o centro histórico, ontem no ministério, hoje na oposição. Todos estão lúgubres.
- Meus senhores, diz o presidente, e a sua voz é cava. – O país está perdido! – e dando uma punhada: - O ministério regenerador ainda ontem subiu ao poder e doze horas depois já entra pelo caminho da anarquia e da opressão, propondo um imposto! Empreguemos todas as nossas forças em poupar o país a esta última desgraça! – Guerra ao imposto.
Não, não! Com estas divergências tão profundas é impossível a conciliação dos partidos!
From Childhood's Hour - Edgar Allan Poe
From childhood's hour I have not been
As others were; I have not seen
As others saw; I could not bring
My passions from a common spring.
From the same source I have not taken
My sorrow; I could not awaken
My heart to joy at the same tone;
And all I loved, I loved alone.
Then—in my childhood, in the dawn
Of a most stormy life—was drawn
From every depth of good and ill
The mystery which binds me still:
From the torrent or the fountain,
From the red cliff or the mountain,
From the sun that round me rolled
In its autumn tint of gold,
From the lightning in the sky
As it passed my flying by,
From the thunder and the storm,
And the cloud that took the form
(When the rest of Heaven was blue)
Of a demon in my view
As others were; I have not seen
As others saw; I could not bring
My passions from a common spring.
From the same source I have not taken
My sorrow; I could not awaken
My heart to joy at the same tone;
And all I loved, I loved alone.
Then—in my childhood, in the dawn
Of a most stormy life—was drawn
From every depth of good and ill
The mystery which binds me still:
From the torrent or the fountain,
From the red cliff or the mountain,
From the sun that round me rolled
In its autumn tint of gold,
From the lightning in the sky
As it passed my flying by,
From the thunder and the storm,
And the cloud that took the form
(When the rest of Heaven was blue)
Of a demon in my view
Subscribe to:
Comments (Atom)
